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Mãe transforma arroz colorido usado para entreter a filha em negócio e faturou R$ 30 mil em um mês

Durante a pandemia, com uma criança de 1 ano e 6 meses e um bebê de apenas 2 meses em casa, Juliana Blois precisava de um momento de descanso. Foi então que abriu a despensa, pegou um pacote de arroz e o tingiu com corante alimentício para criar uma atividade que mantivesse a filha mais velha entretida. A estratégia funcionou: a menina ficou mais de uma hora brincando com o material. O que parecia apenas uma solução improvisada acabou se transformando em uma nova fonte de renda e, posteriormente, na marca The Creative Mix Shop.

“Lembro-me de ter ficado sinceramente chocada ao perceber que algo da minha despensa tinha me dado tanto tempo para respirar”, contou Blois à People.

Na época, ela não tinha a intenção de transformar a ideia em um negócio. Curiosa para saber se outros pais também se interessariam pelo produto, anunciou alguns pacotes de arroz tingido no Facebook Marketplace e decidiu esperar para ver o que aconteceria.

“Não me lembro do valor exato da primeira venda, mas, quando vi as pessoas se interessando, fiquei viciada”, relembra.

Em um vídeo no qual conta o início de sua trajetória empreendedora, Blois explica que as primeiras vendas logo geraram pedidos por outros tipos de atividades sensoriais, como kits caseiros de massinha de modelar. Pouco tempo depois, ela já vendia suas criações para desconhecidos e decidiu dar mais um passo: abriu uma loja no Etsy, plataforma internacional de e-commerce focada em produtos artesanais, itens vintage, produtos personalizados e materiais para artesanato.

Três dias após lançar a loja virtual, um cliente comprou um de seus kits de massinha Play-Doh, marcando mais um momento importante em sua jornada como mãe que trabalhava em casa. Cerca de cinco meses depois, por volta de outubro ou novembro de 2021, a emprrendedora atingiu um resultado que jamais imaginou: US$ 6,3 mil (aproximadamente R$ 34 mil) em vendas em um único mês.

“Foi naquele momento que pensei: ‘Nossa, isso pode realmente explodir para mim’”, afirma. O que começou como uma forma de entreter a filha pequena acabou se tornando uma importante fonte de renda enquanto ela cuidava das duas meninas em casa.

Com o crescimento da empresa, Blois ampliou sua linha de produtos. No entanto, em 2023, percebeu que a variedade de ofertas estava desviando sua atenção daquilo de que mais gostava. Por isso, simplificou o negócio e passou a focar exclusivamente em misturas sensoriais e enchimentos, uma decisão que, segundo ela, impulsionou ainda mais o crescimento da empresa.

Desde o lançamento da marca, a fundadora já vendeu mais de 10 mil misturas sensoriais e gerou um faturamento total superior a seis dígitos, tudo isso enquanto educava as duas filhas em casa.

Se antes ela preparava e embalava os pedidos na mesa da cozinha, hoje dedica boa parte do tempo à gestão das redes sociais, à gravação de tutoriais, ao desenvolvimento de novas receitas sensoriais e ao atendimento de mulheres interessadas em criar negócios semelhantes. Pela manhã, continua educando as filhas em casa e também reserva tempo para a prática de atividades físicas.

O negócio também gerou questionamentos sobre o uso de arroz, um alimento básico, em atividades infantis, especialmente em meio às preocupações relacionadas à insegurança alimentar. Blois reconhece essas críticas e incentiva os pais a buscarem alternativas não alimentares, se preferirem. Ela ressalta, porém, que as brincadeiras sensoriais devem sempre ser supervisionadas e destinadas apenas a crianças que já não colocam objetos na boca.

“Tenho consciência da insegurança alimentar e algumas pessoas consideram o que faço um desperdício”, diz. “Não existe uma única maneira correta de fazer brincadeiras sensoriais; esta é simplesmente a que funcionou melhor para mim e para as pessoas que atendo.”

Hoje, por meio de sua comunidade Sensory Makers, Blois pretende ajudar outras mulheres a encontrarem oportunidades semelhantes à que ela descobriu durante a pandemia. Ela começou a oferecer aulas após receber inúmeras perguntas sobre como construiu sua marca, se lembrando da dificuldade que enfrentou para encontrar orientação quando estava começando.

“Eu era uma mãe que esperava ganhar um dinheirinho extra enquanto cuidava dos meus filhos pequenos em casa. Agora, ajudar tantas mulheres a realizarem seus próprios sonhos é como fechar um ciclo”, comenta.

Fonte: matéria publicada originalmente em pegn. Reproduzimos o conteúdo aqui, com crédito ao veículo de origem.

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