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Governo atualiza 'lista suja' com 82 novos empregadores por trabalho escravo

O governo federal adicionou 82 novos nomes ao Cadastro de Empregadores que tenham submetido trabalhadores a condições análogas à escravidão, sendo 54 pessoas físicas e 28 pessoas jurídicas. A atualização do documento, que é conhecido como “lista suja”, foi divulgada nesta terça-feira (6/10) e reúne casos identificados pela Inspeção do Trabalho entre 2024 e 2026.

A maioria das ocorrências se concentram no estado de Minas Gerais, com 19 casos, seguido pela Bahia (8), Amazonas (6) e Maranhão (6). Na sequência, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Rio Grande do Sul e Piauí registram 4 casos cada; Mato Grosso, Pernambuco e Roraima (3); Paraná, Goiás, Santa Catarina, Pará, Espírito Santo, Tocantins, Rondônia e Paraíba (2); e Rio Grande do Norte e Rio de Janeiro (1).

As atividades econômicas com mais inclusões nesta atualização foram a criação de bovinos para corte (8 casos), os serviços domésticos (7), a produção de carvão vegetal e de café (6 cada) e a construção de edifícios (5). Os novos registros envolvem 553 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão. Nesta atualização, 151 empregadores foram retirados do Cadastro após completarem dois anos de publicação.

Com atualização semestral, o cadastro busca dar transparência às ações de combate ao trabalho análogo à escravidão conduzidas por auditores-fiscais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A última atualização ocorreu em 6 de abril de 2026. As operações geralmente têm apoio da Polícia Federal, do Ministério Público do Trabalho, do Ministério Público Federal, da Defensoria Pública da União e, eventualmente, de outras forças policiais.

A inclusão de pessoas físicas e jurídicas ocorre apenas após decisão administrativa definitiva, sem possibilidade de recurso, que confirme a autuação por trabalho análogo à escravidão.

Denúncias

Desde maio de 2020, denúncias de trabalho análogo à escravidão podem ser feitas de forma remota e sigilosa pelo Sistema Ipê, criado pelo MTE em parceria com a Organização Internacional do Trabalho (OIT). A plataforma é o canal oficial para recebimento das denúncias e integra o Fluxo Nacional de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo.

Fonte: matéria publicada originalmente em pegn. Reproduzimos o conteúdo aqui, com crédito ao veículo de origem.

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