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Bolos 'feios' viralizam nas redes e confeiteira aumenta a produção em 90%: 'Artista'

Bolos coloridos, expressivos, maximalistas e.. Feios. Os bolos de uma confeitaria em São Paulo viralizou nas redes sociais após uma publicação no X compartilhar capturas de telas das artes já postadas no perfil da Bolos Feios da Mari.

O usuário @1eozinho01, ao publicar imagens de alguns dos bolos feitos pela confeitaria, já declarou: “Encantado com essa loja de bolos”. O post, feito em 17 de setembro, possui 547,3 mil visualizações, 240 comentários e 48 mil curtidas, e traz fotos de designs em chantilly inspirados na drag queen Ana Mary B, em referência à apresentadora Ana Maria Braga, na Pabllo Vittar, em Jesus Cristo e até nas Torres Gêmeas, em Nova York.

Apesar da ideia de criar um design feio para o bolo, diversos internautas apontaram o talento da confeiteira por trás das produções. “Qualquer pessoa bem treinada ou com um certo dom faz um bolo bonito. Estes bolos feios são ARTE”, declarou uma pessoa. Enquanto isso, outra garantiu que “fazer bolo feio com constância é mais difícil que fazer bolo bonito… artista”.

Procurada por , Mariana Neves, 31 anos, afirmou que ficou assustada com a repercussão do post, já que a mostrou “que atraí o melhor público possível e que dá pra viver disso”.

Os bolos feios se tornaram uma realidade na sua vida antes da abertura da confeitaria. Ainda durante a pandemia da Covid-19, ela lembra que o jeito mais divertido de comemorar aniversário de familiares sem festa era com um bolo que não fosse tradicionalmente bonito.

Já em 2025, para ter uma renda extra em paralelo com um emprego em marketing e inspirada por seus amigos, que garantiam que comprariam os bolos se ela vendesse, ela abriu a Bolos Feios da Mari. A ideia de seguir com o design feio veio, inicialmente, como uma forma de protegê-la do perfeccionismo. “Tentei usar minhas técnicas de arte nos bolos e antes mesmo de ter aperfeicoado, eu chamava de bolos feios para não gerar expectativas em quem fosse pedir um”, explica.

Embora os bolos feios sejam controversos para algumas pessoas, para outras, eles inspiram nostalgia, “lembram daqueles bolos feios dos anos 1990 e acho que trás memória afetiva por lembrar os desenhos feitos por crianças”.

Desde o início da confeitaria, Neves tem feito entre quatro e cinco bolos por semana, cujo quilo sai a R$ 150 – preço que ela pretende mudar para passar a cobrar pela arte ao invés do peso do bolo.

Com a repercussão do post, contudo, ela viu sua demanda aumentar em 90%, fechando 10 encomendas de bolo por semana e já estando com a agenda de setembro e da primeira semana de outubro cheias. “Minhas encomendas aumentaram a ponto de eu precisar contratar 2 pessoas pra me ajudar na logística e como social media”, revela.

Apesar do sucesso atual, ela pretende evoluir na confeitaria com calma, se especializando na área, até, no futuro, se sentir confortável para se voltar completamente para a área e deixar a comunicação de lado. “Marketing é minha paixão, confeitaria é um romance de verão que pode virar um casamento”, detalha.

Fonte: matéria publicada originalmente em pegn. Reproduzimos o conteúdo aqui, com crédito ao veículo de origem.

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