Conhecido como o “planeta dentro do vidro”, o terrário é o coração do negócio criado pelos empreendedores Edu Santana e Will Souza, fundadores do Estúdio Terrário. A marca, no entanto, vai além do convencional ao se especializar na produção de terrários de axé.
A ideia surgiu quando Souza trabalhava na venda de cursos on-line, incluindo um sobre essa técnica. Santana se interessou, comprou o curso e aprendeu o processo, fazendo dos próprios vizinhos seus primeiros clientes. Na época, os dois tinham acabado de se mudar de Florianópolis (SC) para São Paulo (SP) e precisavam de uma fonte de renda. Decidiram começar a vender os produtos na Avenida Paulista, investindo R$ 450 na primeira bancada com vidros. O investimento se pagou logo no primeiro dia, quando registraram um faturamento de R$ 500.
O foco em um nicho bem definido se tornou a grande estratégia da empresa, que se especializou em terrários inspirados em orixás para ressaltar a identidade cultural e a ancestralidade. “Quis sempre ter minha assinatura no terrário e que a pessoa se sinta dentro da peça que estou construindo”, comenta Santana. Para sustentar esse conceito e atender à demanda, a equipe hoje conta com cinco colaboradores além dos sócios, mantendo o apelo afetivo em cada criação. “Quando a gente toca no emocional e conta uma história, a venda acaba acontecendo por consequência”, destaca Souza.
Criado em 2022, o Estúdio Terrário vendeu exclusivamente para a cidade de São Paulo durante seus primeiros três anos. O maior desafio era desenvolver uma embalagem segura para enviar as peças de vidro e plantas vivas para todo o país. Com essa dor resolvida, o cenário mudou: hoje, cerca de 60% dos terrários são vendidos para fora da capital paulista, e os canais digitais concentram 98% de todas as vendas da marca.
A estratégia de marketing digital e produção de conteúdo também impulsionou o crescimento da marca. Um dos momentos de maior engajamento ocorreu quando os sócios aproveitaram a repercussão do álbum Equilibrium II, lançado em julho pela cantora Anitta, e criaram um terrário com miniaturas inspiradas no projeto audiovisual da artista. O desafio viralizou e chegou até a própria cantora, que curtiu a publicação nas redes sociais.
Atualmente, a empresa produz cerca de 300 terrários por mês, alcança um faturamento mensal recorde de R$ 100 mil e mantém um tíquete médio de R$ 175.
Confira a seguir a reportagem completa exibida no programa Pequenas Empresas & Grandes Negócios, da Globo:
De um terrário na Paulista a um negócio que faturou R$ 100 mil em um mês