Skechers prevê 10 lojas próprias no Brasil em 2026 e diz que investirá ‘o que for preciso’

Imagem: pegn

O Brasil está no centro dos planos globais de expansão da Skechers, marca de calçados americana com mais de 5 mil lojas ao redor do mundo. Presente em 180 países, os tênis da marca já circulavam no mercado brasileiro desde 2007 por meio de vendas em multimacas. Agora, a empresa quer disputar espaço no país a partir de lojas físicas e e-commerce próprios. David Weinberg, COO Global da Skechers, afirma que a empresa vai investir “o que for preciso” para crescer no Brasil.

Terceira maior marca de calçados do mundo em receita, de acordo com levantamento da Expert Market Research, a Skechers tem sede no Sul da Califórnia (EUA). O mix de produtos da marca também inclui roupas e acessórios, mas são os tênis os protagonistas do negócio. Com foco em performance e conforto, as linhas de calçados abrangem homens, mulheres e crianças. Apenas no showroom da empresa em São Paulo (SP) são mais de 3 mil SKUs.

Até agora, no Brasil, a empresa conta com cinco lojas próprias e sete licenciadas, com presença nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Pernambuco e Paraná, estado que também abriga um centro de distribuição da companhia, localizado em Curitiba. O objetivo da empresa é crescer a nível nacional. Ainda neste ano, a previsão é abrir mais cinco unidades próprias. Ao menos duas delas estão confirmadas para São Paulo.

“Crescer no Brasil nunca foi questão de ‘se’ e, sim, uma questão de ‘quando’”, diz Michael Greenberg, presidente Global da Skechers. O líder da companhia esteve presente, ao lado do COO, em um evento para a imprensa em São Paulo (SP) nesta quinta-feira (3/9). De acordo com Greenberg, a empresa tem um compromisso de investir ao menos US$ 50 milhões no país. O prazo para este investimento, porém, ainda não está definido.

Weinberg, responsável pelas finanças do negócio, indica que a companhia não trabalha com uma meta precisa de investimento para o Brasil, atuando com um plano que ele define como “flexível” para responder ao ritmo do mercado. “Nós vamos investir o que for preciso para termos o êxito que buscamos”, diz Weinberg.

A decisão de investir com força no mercado brasileiro acontece cerca de um ano após a 3G Capital, empresa global de investimentos e private equity dos bilionários brasileiros Jorge Paulo Lemann, Marcel Telles e Carlos Alberto Sicupira, anunciar um acordo para compra da Skechers. A compra, que envolveu US$ 9,4 bilhões (o equivalente a R$ 47,94 bilhões, na cotação da época), foi concluída em setembro do ano passado, segundo Weinberg.

Entretanto, Greenberg afirma que a intenção de crescer no Brasil já existia antes do investimento dos empresários brasileiros e que a compra não influenciou a decisão. Segundo Greenberg, a empresa está apostando em diferentes países da América do Sul, região em que ele afirma já haver boa performance. De acordo com o executivo, no Chile, por exemplo, a Skechers é líder em vendas de calçados.

Fonte: matéria publicada originalmente em pegn. Reproduzimos o conteúdo aqui, com crédito ao veículo de origem.

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