O Sebrae anunciou nesta quinta-feira (27/8), durante o Startup Summit, em Florianópolis (SC), um aporte de R$ 100 milhões do Sebrae-SP no Fundo Germina, lançado no ano passado para investir em startups e pequenos negócios. A adição de capital dobra o tamanho do fundo, lançado no ano passado.
O Germina é um fundo de fundos gerido pelo BTG Pactual: o capital do Sebrae é direcionado para outros fundos de investimento em participações (FIPs), que fazem aportes em startups nos estágios pré-seed e seed, que se encaixem na estratégia determinada pelo Sebrae, incluindo temas como empreendedorismo feminino, impacto social e eficiência energética.
“Desde o início, a nossa intenção era atuar em um setor que não havia financiamento adequado, na fase que a turma da inovação chama de Vale da Morte. É um momento importante para que elas possam se desenvolver”, afirmou Giovanni Beviláqua, analista do Sebrae Nacional.
Startups:
- Breakeven: o que é e por que as startups buscam o ponto de equilíbrio
- Early stage: um guia para empreendedores que estão começando uma startup
- As fases do investimento em startups: um guia para empreendedores
Após o lançamento no Startup Summit de 2025, o Germina aportou recursos em cinco FIPs. 17 startups receberam investimento até o final de julho de 2026 – R$ 25 milhões foram aportados – sendo 26% healthtechs, 17% logtechs, 14% climate techs.
Segundo Beviláqua, o Sebrae já assinou os compromissos com os fundos que devem receber os R$ 100 milhões iniciais. Outros quatro fundos estão em processo de avaliação pelo BTG – o capital deve ser investido em pelo menos metade deles até o fim de 2026.
Com a entrada do Sebrae-SP, o Germina deve impactar de 10 a 15 fundos no total. “A nossa intenção é que a gente consiga ter uma estrutura para financiar fundos ao longo do tempo. Quem sabe não montamos uma nova estrutura? No nosso planejamento, esse é o Germina I”, revelou. O analista apontou que outras unidades estaduais do Sebrae demonstraram interesse em participar do Germina, mas não há nenhum compromisso firmado até o momento.
Na opinião de Beviláqua, o Brasil pode competir com os grandes celeiros de inovação mundial, mas é necessário organizar os ambientes de negócio e possibilitar o financiamento adequado para as empresas.
“A função do capital público é reduzir as lacunas. O empreendedorismo inovador está borbulhando por todo o país, com iniciativas voltadas para o desenvolvimento de territórios”, apontou.
Citando Norte e Nordeste, Beviláqua destacou que o Germina também tem a intenção de estimular investimentos em startups em regiões “subfinanciadas”. “Nós sabemos que existem poucos fundos atuando na região Norte e Nordeste, o que eu acho um erro, temos ambientes de inovação muito poderosos por lá. Queremos estimular, mostrar que temos os recursos para quem quiser estruturar um fundo para investir nessas startups”, finalizou.