Atendimento em todo o BrasilSoluções empresariais com especialistas, onde o seu negócio estiver (11) 9.6814-8409 Fale conosco Área do Cliente

FIIs têm a terceira pior sessão da história e fundos caem até 17%

Imagem: InfoMoney

O mercado de fundos imobiliários também reagiu negativamente à vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela presidência da República. O Ifix – índice dos FIIs mais negociados na Bolsa – operou em forte queda e fechou o dia com perdas de 5,64%.

O desempenho é o terceiro pior da história do índice, abaixo apenas das sessões do dia 12 e 18 de março de 2020, mês em que foi decretada a pandemia da Covid-19. Nessas datas, o indicador caiu 6,57% e 13,23%, respectivamente.

Individualmente, os fundos devolveram na sessão desta segunda-feira (26) os ganhos observados entre os primeiro e segundo turnos das eleições. No período, as carteiras chegaram a subir até 22% com a expectativa de vitória do candidato da oposição.

Hoje, nenhum dos 97 fundos que compõem o Ifix encerrou o dia em alta. Na outra ponta da lista, as quedas chegam a mais de 17%, como é o caso do TG Ativo Real (TGAR11), fundo que mais subiu antes do segundo turno do pleito. Veja as maiores baixas do dia.

Queda de preços X deterioração dos fundamentos

Marcos Baroni, head de fundos imobiliários da Suno, afirma que o desempenho dos FIIs na sessão desta segunda-feira está relacionado principalmente à forte alta dos juros futuros, que pressionou as cotações dos fundos imobiliários.

Para ele, é importante separar a queda dos preços de uma eventual deterioração dos fundamentos dos fundos. Segundo o especialista, a desvalorização das cotas não significa necessariamente que os imóveis, os contratos ou a geração de renda dos FIIs tenham piorado na mesma proporção.

Em post nas redes sociais, Professor Baroni ressalta, porém, que essa distinção não elimina os riscos do novo cenário. A alta dos juros pode afetar a atratividade dos fundos imobiliários em relação a outras aplicações, além de pressionar suas cotações no mercado secundário.

O especialista destaca que o investidor precisa compreender o que mudou nos fundamentos e nas perspectivas econômicas antes de tomar decisões. A análise deve considerar fatores como a qualidade dos ativos, os contratos de locação, a capacidade de geração de renda e o impacto das condições financeiras sobre cada fundo.

Em uma análise divulgada após as eleições, Baroni também chamou a atenção para as incertezas relacionadas aos juros, à economia e aos possíveis efeitos sobre o mercado imobiliário. Embora o resultado eleitoral tenha sido definido, esses fatores continuam relevantes para o desempenho dos fundos.

Fonte: matéria publicada originalmente em InfoMoney. Reproduzimos o conteúdo aqui, com crédito ao veículo de origem.

Ler no portal

Continue lendo

Outras publicações

Selecionamos o que costuma vir junto com esse assunto na conversa com o cliente.

Falar no WhatsApp